Tesão x Televisão

Atire a primeira pedra quem nunca transou vendo um programa de TV. Ou deixou o namorado ou namorada – ou qualquer coisa que o valha – para ver uma final de jogo ou o seriado favorito. E sabe qual a única conclusão para isso? A pessoa que está ao seu lado não é tão importante assim.

Sabe por quê? Seriado a gente grava, final de jogo não vai mudar a vida, mas o carinho retribuído, o beijo esperado, aquele abraço que cura até TPM…Isso sim vale a pena. E se você não se propõe a colocar o relacionamento como prioridade na sua vida, você não está pronto para amar. Mesmo.

Me lembro uma vez , há muitos anos atrás, que um rapaz de Brasília disse que ia me ligar a tal hora – antigamente mesmo, nem celular eu tinha – para conversarmos. A minha resposta foi simples:

– Nessa hora eu não posso, passa uma série que eu não perco!

Mas é claro que aquele rapaz não me importava à mínima. Ele estando em Brasília ou ao meu lado, não faria diferença.

Da mesma forma que já larguei tudo: aula, tv, filme, família, para estar com quem realmente desejava. E é a partir desse termômetro que você começa a entender quem te leva a sério ou não.

Se uma pessoa prefere ver o jogo de futebol no bar da esquina do que se sentar à mesa com você e ter aquela conversa doce, olhando nos seus olhos e saboreando um belo vinho, ELE NÃO ESTÁ TÃO AFIM DE VOCÊ.

Por quem quer, de verdade, esquece o resto. Aproveita cada minuto ao seu lado, fala da vida, faz planos, esquece até o celular. Mas quem tem pressa de ir embora porque “o jogo vai começar “ ou te leva naquele buteco por que  “lá vai passar o jogo” e se senta  exatamente na mesa em frente a TV para não perder nenhum lance, amiga…Ele nunca vai prestar atenção em você.

Mas se você quer insistir – sempre tem uma – tente o seguinte: Encontre com ele sempre depois do jogo, série, porcaria que for. Vá a lugares sem TV e – PLEASE!!! – desligue a TV na hora H. Melhor: Não tenha TV no quarto.  Somos a atração principal da noite – ou de manhãzinha também, é sempre bom –  e se o bofe ainda não entendeu isso…É melhor mudar de canal!

Não gosto do mais ou menos

Do sorriso contido

Do namoro morno

Sou movida a paixão

Abraços apertados

Gargalhadas imensas

Lágrimas intensas

Amor que não cabe no coração

 

Gentileza gera gentileza

Acredito nessa máxima não apenas por ter uma camiseta com a tal frase, mas por entender que coisas boas atraem coisas boas. Simples assim. E tanto os gestos nobres como as grosserias são capazes de gerar uma onda de energia que transforma vidas. De maneiras boas ou ruins.

E quando falamos de gentileza, devemos sempre pensar naqueles pequenos gestos quase obrigatórios do dia a dia que esquecemos pela correria ou simples distração. Mas quando lembrados e praticados, arrancam sorrisos e suspiros das pessoas mais duras de coração.

Aquele  “muito obrigada”, “bom dia”, dar o lugar em ônibus e metrôs, esperar a vez, jogar lixo no lixo, ajudar um cego a atravessar a rua, levar sacolas pesadas para frágeis velhinhas – e velhinhos – elogiar um look interessante, dar um sorriso, disponibilizar o ombro…

Da mesma forma que tudo isso pode deixar o dia mais feliz, o contrário pode, literalmente, ter péssimas consequências. Quase catastróficas. Imagina uma briga que comece por um mal entendido. Você sai do trabalho com raiva, distraído, e bate o carro. Ou, mais grave: atropela uma pessoa. Todo o seu dia e até a sua vida foi mudada por uma bobagem. E como gostamos de bobagens!

Uma resposta atravessada totalmente inútil tem poder destrutivo inimaginável.Que tal começar a pensar antes de falar? Ou respirar fundo antes de perder a paciência? Será que vale a pena se desgastar por tão pouco?  Será mesmo que aquela situação vai fazer diferença na sua vida daqui a dez minutos? Dez dias? Dez anos?

E aí as coisas pequenas começam a perder o sentido. Pra que vou brigar com um filho que insiste em não arrumar a cama? Que diferença isso vai fazer? E aquele que só arruma a mochila nos 45 do segundo tempo? Ele vai mudar?  Não vai. Só eu que vou me estressar. E o namorado que nunca lembra as datas importantes? Manda um whatsapp no dia anterior e comemore a vida!

Acredito que ser feliz é questão de escolha. Cada vez mais vemos pessoas ricas, que parecem ter vidas perfeitas, com quadros de depressão e até tomando atitudes extremas. Da mesma forma, convivo com pessoas simples que extraem a real beleza de momentos comuns, mas com extrema alegria. O que eles têm de diferente é apenas a forma como encaram a vida. Afinal, ela é curta, mas muito boa…Só depende de você curtir ou não.

E viva a gentileza!

Quem quer sexo?

Lacan uma vez disse que a relação sexual não existe. Simples assim. Mas em tempos de Tinder e relacionamentos relâmpagos, ela é a única coisa que nos resta. Ou não?

Já faz algum tempo que tenho falado que os relacionamentos estão cada dia mais superficiais e tudo está fácil demais. Até demais. E fiquei intrigada com a tal frase de Lacan, sobre a inexistência da relação sexual. Pesquisando, o que veio a tona é que as pessoas não se conectam. Meio “os corpos se entendem, mas as almas não”, já que a frase original de Lacan, “Il n’y a pas de rapport sexuel” pode ter dois significados: A palavra rapport, que normalmente é traduzida como relação, pode ser também colocada como complementaridade. Ou seja: ninguém é a tampa da panela de ninguém.

Isso não quer dizer que não seremos felizes no amor, mas que teremos sempre relações imperfeitas. E relações sexuais em que o cara está de olho no jogo da televisão e a mulher pensando em qual será a sua próxima aquisição da Schutz. Já aconteceu com você? Comigo também. Como não existe uma fórmula mágica para que tudo dê certo, inventamos a linguagem para tentar descrever os relacionamentos. Ou temos DR`S enfadonhas, em que nada é mudado. Ficamos frustrados, mas o medo de ficar sozinho faz com que em que a gente tape o sol com a peneira quando os pequenos defeitos viram quase atrocidades.

E desistimos. Partimos para o sexo sem compromisso, sem hora e nem por que. E isso independe até do status de relacionamento no Facebook ou da aliança grossa na mão. Sexo vira hobby, programa, diversão. Pode ser feito a dois, três ou em uma grande confusão. Nos tornamos apenas corpos sem emoção?

Talvez não. Ainda tem gente que não desiste nunca e que faz “dar certo” buscando ajuda em mais linguagem. É quando surgem aqueles livros que falam a respeito de “Casais felizes”, “Eles gostam disso e elas daquilo”, “Os homens são de Marte…” e por aí vai. Afinal, tentar explicar o amor é a maneira mais fácil de nos aproximarmos desse grande enigma. Falar sobre as 10 maneiras de ter um casamento feliz é ser um pouco Deus. E talvez nem ele tenha as respostas. Afinal, homens e mulheres são tão distintos, reagem de maneiras tão diferentes que a insistência no sexo só pode ser explicada pelo puro e simples tesão.

Mas ter uma relação sexual em que, pelo menos por alguns segundos, as almas estejam conectadas, é sim, o grande sonho dos amantes. Afinal, o ato em si é a parte fácil. Pode ser feito por completos desconhecidos, de maneira automática, mas ainda não inventaram nada mais excitante do que aquele toque exato e o sussurro perfeito na hora do gozo, que só aquela pessoa que realmente te conhece faz aflorar. Mesmo que seja por alguns segundos. É pleno.

Mas é claro que isso não basta, pois temos toda uma vida maluca além do sexo. A pele fica linda uns dois dias, os olhinhos brilham, mas todas as outras bobagens que rodeiam o relacionamento estragam até o mais perfeito peeling. A grande questão é que nada pode nos deixar plenos além de nós mesmos. Nem o sexo e nem o amor. Eles nos dão momentos de alegria, mas também muita dor e decepção. Antes de embarcar em um novo relacionamento, pense sempre na tal imperfeição. E tenha uma vida rodeada de amigos e objetivos, para ser feliz por si, completa em suas verdades e  pronta para a diversão. Se você aceitar que estar ou não com alguém é apenas um up, tanto o sexo, como o amor,  serão mais uma fonte de inspiração.

Quer namorar comigo?

Talvez seja o fato do dia dos namorados estar chegando que uma dose de romantismo cavalar tem abalado os meus dias. Que, talvez mais do que nunca, eu esteja realmente querendo alguém com quem possa compartilhar sonhos, momentos gostosos e arrepios na nuca. Que eu queira sossegar a alma, deixar o coração solto e me arriscar de novo.

E isso dá medo. É muito mais fácil fingir que não me importo, dar uma de durona ou simplesmente continuar acreditando em Manoel Bandeira, quando diz que “os corpos se entendem, mas as almas não.”  E ser de quem me quer ou de quem eu escolho, sem futuros planos ou promessas vãs.

É muito mais fácil seguir solta pela vida, sem dar satisfações ou fazer joguinho, sem hora nem motivo pra voltar. Ser só.  E só.

Mas tem hora que o corpo quer mais. Não mais sexo, mas talvez outro abraço. O corpo quer sentir o mesmo cheiro, ter a compreensão dos braços, a percepção dos olhares, a certeza do carinho no depois. Sentir segurança no beijo que simplesmente representa carinho e poder contar com o respeito de quem está disposto a dividir a vida.

Posso ser uma alma livre, mas sinto falta de amarras soltas. Aquelas que me permitem voar, mas sabem a hora certa de me fazer voltar. Uma pessoa que entenda os meus impulsos, mas que tome conta dos meus passos e esteja presente quando a fome do seu beijo apertar. Que não me prenda por obrigação, mas que me queira em momentos de inspiração. Sou condenada a ser livre, mas talvez alguém possa ser a minha melhor prisão.

Que venha o dia 12!

 

Relacionamento aberto ou excesso de informação?

Muito se fala hoje no tal do relacionamento aberto. Namorados, ficantes, casados. Todo mundo parece que aderiu a nova onda. E comecei a me perguntar o porque dessa moda. E me lembrei de um discurso fantástico de Xico Sá e Mario Sergio Cortella onde eles diziam que vivemos com um excesso tão grande de informações, que vai se sobressair quem conseguir filtrar o que realmente importa. Se nem jornais  – antes renomados – conseguem divulgar só o que interessa, devemos ser reais curadores do que nos é mostrado.

E se colocarmos isso no mundo dos relacionamentos, começamos a entender a dispersão atual. Quando entramos em um site e ele não nos oferece o que desejamos, mudamos para outra tela com um simples clique. Da mesma forma, se um pretendente nos dá um bolo ou não beija bem, temos aplicativos vários ao alcance das mãos para encontrar um outro príncipe encantado. Simples assim.

E isso tudo é muito novo. Há uns 30 anos atrás, para se conhecer alguém era necessário esperar uma festinha. Normalmente a turma da escola fazia aquela famosa onde as meninas levavam os doces e salgados e os meninos os refrigerantes. Já começava errado, mas tudo bem. E esperávamos essa festinha com o entusiasmo de uma manhã de Natal. Lá, tínhamos sempre os preferidos e esperávamos ser tiradas para dançar. O que quase nunca acontecia comigo, mas tive momentos de sorte.

Se o números de telefones eram trocados, esperávamos ansiosas o aparelho – fixo, único, que ficava no corredor da casa – tocar. E o pai não atender. No meu caso, como me chamo Caroline, todo mundo que ligava procurando a Carol tinha o seu acesso negado. Meu pai simplesmente dizia que não tinha ninguém lá com esse nome e meu príncipe encantado se amedrontava e subia novamente no seu cavalo branco. E partia. Será que algum deles era o meu pretendido?

E eu esperava novamente outra festa, onde talvez estivesse mais atraente, mais interessante e até mesmo mais esperta para depois atender ao telefone na frente do meu pai. Ou alertar o garoto a falar o meu nome completo. Hoje, nome é apenas um mero detalhe.  Ficamos, desficamos,  não queremos aprofundar em nada e o máximo que rola é mais um número no whatsapp.

Se na minha épocas as TV’s nos mandavam dormir a meia noite, com uma série de listras coloridas, hoje nossos celulares nos acordam no meio da noite com mais uma mensagem surgida sei lá de onde. O facebook que atualiza, um novo grupo que surge e milhões de pessoas se conectam sem cessar. Ser fiel como? Pra que? O mundo é vasto e cabe na palma da minha mão. E me esqueço de ser curadora do meu próprio coração.

O fim da fossa – e viva o amor slow!

 Não, não. Esse não é um texto de auto ajuda, muito menos um manual de como superar o fim de um relacionamento. É a constatação pura e simples do que vem acontecendo nos dias de hoje. O fim desse período de fossa, em que homens e mulheres ficavam deprimidos, tristes, comendo sorvete e vendo filmes românticos na TV esperando o próximo amor chegar. Ok, mais mulheres do que homens faziam isso. Mas, de qualquer forma, acabou.

Claro que ainda tem gente que sofre por um grande amor perdido, mas o tempo de espera entre um romance e outro acontecer diminuiu ao máximo. Acho que pelo excesso de maneiras de se encontrar pessoas, pela agilidade dos dedos e fotos nos whatsapps, tudo ficou rápido e fácil demais. O amor da sua vida se torna mais um em um piscar de olhos e outro surge de maneira quase instantânea em um próximo aplicativo. Somos incapazes de amar de verdade?

Acho que a falta de tempo e o excesso de informações criou em nós uma quase insensibilidade. Nos tornamos excessivamente práticos  porque não temos tempo a perder. E muito menos com coisas do coração. Não dá para ser sensível e eficiente, precisamos estar à frente do nosso tempo e nada pode nos atrapalhar. Sofrer por amor? Perda de tempo.

E vamos construindo grandes vazios que nunca conseguirão nos satisfazer plenamente. Se estamos frustrados no casamento, preferirmos arrumar um amante a conversar e esclarecer a situação. Se levamos um bolo ou terminamos um relacionamento, simplesmente procuramos o próximo entre os contatos do facebook ou brincamos com as fotos do Tinder. Se a semana tem 7 dias, porque ter só um?

Entramos e saímos de relacionamentos abertos, namoros, compromissos e até mesmo casamentos com a mesma facilidade e rapidez. Nada mais parece realmente importar, não faz diferença. Uma simples ficada pode ter até mais valor do que um relacionamento que já dura anos, pois o desrespeito não escolhe status. Alianças, fotos do casal no facebook, filhos…pura ilusão.

Mas eu ainda acredito que, como tudo nessa vida que teve seu momento fast, o amor vai voltar a ser slow. Consumimos roupas, alimentos e pessoas em uma velocidade voraz, mas já percebemos que, para ser sustentável, temos que degustar. Saber de onde veio uma roupa, preparar um alimento com carinho, tratar o bem amado como se fosse para sempre. A vida é um ciclo e chegamos ao limite da loucura. Precisamos suspirar mais, curtir contatos doces, parar um pouco.

Eu já parei de comprar Forever 21. Parei de comer Mac Donalds. Só falta me apaixonar.

Cortando pela raiz

Uma das coisas boas da maturidade é saber quem deve ou não permanecer em nossas vidas. Como se fosse uma erva daninha, existem pessoas e atitudes que devem ser cortadas pela raiz. Sem dó. Sabemos exatamente quem e o que nos faz mal. Só resta tomar coragem e arrancar.

Mas ainda temos a triste mania de protelar. De dar a segunda chance, que acaba se tornando a terceira e nunca chega a ser a última. Pessoas mesquinhas não mudam. Sem educação e escrotas também não. E se o bofe te enrolou ontem vai te enrolar amanhã. Pode ter certeza.

E não são só os relacionamentos que precisam de bastas. Amizades que não acrescentam nada e com pessoas que parecem sugar toda a sua energia também são desnecessárias. Tem gente que gosta de sofrer, fazer o que? Tem gente que prefere ficar em casa curtindo fossa a sair e se divertir. Triste, mas real. E o que podemos fazer? Nos livrar dessa má influência!

Claro que tem amigos e amigas que precisam de um pouco mais de atenção, passam por problemas reais e nem sempre tem disposição ou mesmo condições para nos acompanhar. Mas desculpa esfarrapada não dá. E não tenho paciência mesmo. Quero gente ensolarada do meu lado, gente que ri sem motivo, que tem brilho no olhar e consciência que somos abençoados demais. Não somos?

Afinal de contas, se podemos encarar o copo como mais cheio do que vazio, porque deixar com que outras pessoas esvaziem a nossa alma? Ser feliz é para quem quer, pois motivos temos de sobra. Só depende de como lidamos com aqueles em que a inveja é rotina, a mesquinharia corrói e a depressão se torna uma opção. Quer viver mais e melhor? Corte o mal pela raiz!

Hoje tem lançamento na Benfs

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Afinal…O que é traição?

Conversar com homens a respeito de relacionamento é sempre um aprendizado. E o mais interessante é que eles tornam tudo muito prático e objetivo. Até o momento em que o calo que vai doer é o deles…Simples assim.

E o assunto em questão é a tal traição. Hoje, mais do que nunca, trair se tornou algo quase subjetivo. Temos tantas maneiras de nos relacionarmos, que o ato de trair em si acaba tendo outras conotações. Por exemplo: Ver pornografia é traição? E pagar/pegar uma mulher – ou um homem –  para “aliviar a tensão” pode ser considerado relacionamento? Quanto tempo é necessário para uma ficada se tornar um compromisso? Ou será qua nada disso mais existe?

Já ouvi falar que beijar na boca é muito mais comprometedor do que uma transa que acontece pela simples atração. Concordo que um beijo pode guardar muito mais emoção do que o ato de cópula, que é quase um instinto. E essa premissa serve para os dois lados. Afinal, temos tantas ou mais necessidades sexuais do que os homens. Não é?

Mas tem uma coisa que me deixa curiosa: Temos apenas a necessidade sexual? Porque eu tenho tesão de várias outras maneiras. Tenho tesão em uma dança, em uma boa conversa, em estar com um homem cheiroso perto de mim, em um belo jantar. E tudo isso pode ser considerado quase um ato sexual, pois os prazeres são bem próximos. Isso é trair?

Vamos partir de uma premissa essencial: Ter atenção ao seu par. Na dança, ensaiamos passos que precisam estar sincronizados. Em um jantar, cheiros e gostos são compartilhados da mesma forma que boas experiências. O roçar de uma perna, o toque das mãos, tudo faz parte de um ritual que pode levar a algo mais. Rituais que podem ser considerados quase preliminares. E até levarem a uma traição. Ou não.

Além disso, como até mesmo já escrevi por aqui – leia Monogamia Alternada – estar com mais de uma pessoa e ter sentimentos diversos por elas só é considerado traição em algumas religiões e de algum tempo para cá. A natureza humana sempre aceitou e viu como normal as pessoas terem vários parceiros como uma forma mesmo de perpetuar a espécie. E com tantas formas de conhecer pessoas e com um mundo tão vasto, isso não deve ser considerado traição. Talvez uma mera indecisão.

De toda forma, uma coisa é certa. A pior traição é a falta de atenção.E isso não precisa necessariamente envolver sexo, muito menos amor. Quando nos colocamos para uma pessoa, nos arrumamos e dedicamos um tempo a ela, o mínimo que deve acontecer é uma retribuição. Se alguém se dispõe a estar com você, esteja por inteiro. Preste atenção nos detalhes, saiba ouvir, esqueça o jogo – ou não marque nada no dia de um jogo – ponha a TV para gravar o tal capítulo de Game of Thrones, deixe o celular no silencioso. Ou simplesmente se contente a ser mais um.

Tudo bem ter um relacionamento aberto. Mas seja aberto também na hora do compartilhar.Agora, sumir durante dias, não responder à mensagens ou se fazer de desentendido quando perguntado onde está, pode, sim, ser considerado muito mais do traição:  é falta de caráter. É trair o gostar, o carinho, o sentimento que ainda une homens e mulheres. Você pode não amar. Mas tem obrigação de respeitar.

 

 

 

Para ter um relacionamento saudável…ou quase!

Todo mundo que está começando um relacionamento tem a mania de criar expectativas demais, apostar tudo e se empenhar para que seja perfeito. Easy, baby! Antes de mais nada, tenha em mente que é apenas um começo. Que pode ou não dar certo. E que a sua vida nunca deve parar por causa de fulano ou beltrano. Nem por ambos. Por isso, fiz um breve manual com dicas preciosas para que você continue linda e inteligente – sim, porque alguns relacionamentos conseguem nos deixar burras – e ainda deixar o bofe enlouquecido. Anota aí!

Tenha vida própria – Uma mulher que trabalha, tem amigos, compromissos e eventos tem muito menos chance de pegar no pé de alguém. Até porque, tempo é que ela menos tem! Se não tiver nada para fazer, invente! Alugue aquele filme que há tempos você quer ver, vá ao museu, ao teatro…Só não vale ficar olhando o whatsapp de 5 em 5 minutos para ver se ele vai te chamar para algo!

Tenha auto estima – Se achar linda, gostosa e inteligente é muito mais interessante do que uma mulher que vive falando que é feia, engordou ou não tem assunto. Cuide-se, leia, aprenda algo novo, capriche no look. Ser apreciada e desejada é fundamental para se sentir bem e atrair coisas boas

Suma de vez em quando – Toda mulher deve ter aquele ar de mistério para que o homem nunca ache que ela está lá disponível. Se você sempre posta tudo o que faz no face e no insta, dê uma sumida. Você pode passar o final de semana em casa na frente da TV comendo besteira…Mas ninguém precisa saber! E se for questionada por onde andou, diga apenas:

– POR AÍ…

Tenha turmas – Pessoas que tem turmas sempre tem algo para fazer, nem que seja encontrar em buteco. Ter uma turma – ou várias – faz bem para a alma e o coração, te dá assunto e programa. Se você acabou de chegar em uma cidade desconhecida, faça algum curso onde possa conhecer gente. É fundamental!

Aprecie a sua companhia – Ficar sozinha de vez em quando faz um bem enorme. Você ouve seus pensamentos, organiza as ideias, estipula metas, curte o que você é. Quando estamos felizes e completas, não PRECISAMOS de outra pessoa. Quando nos sentimos bem, o outro vem ACRESCENTAR na nossa vida, nunca SUPRIR alguma carência.

Tenha o seu próprio dinheiro – Outro item fundamental. Trabalhar e ganhar a sua grana te faz independente e confiante, o que te dá mais auto estima e autonomia para fazer o que quiser sem depender dele nem de ninguém. Ponto para você!

Flerte – Encare o ato de flertar como um exercício: Você avalia a sua capacidade de sedução, percebe a resposta do público masculino e vai massageando o ego…Fantástico!

Não aposte todas as fichas em um único número, ou melhor, em um homem só! – Já ouviu falar em estepe? É isso mesmo: Alguém que pode quebrar um galho na hora que o principal some. Seja para sair, dar uns pegas, um sexo sem compromisso…Isso distrai a cabeça, te deixa com a pele boa e ainda mais segura para encantar o bofe. Claro que ele não precisa saber nunca de onde vem tanta alegria, né?

Tenha um plano B – Vocês estão juntos e ele faz planos, que te incluem, para o final de semana. Ok, lindo. Mas se previna sempre. Homem adora inventar um programa com os amigos de última hora e te deixar a ver navios. Fique sempre atenta ao que está acontecendo e deixe algo mais ou menos marcado. Se ele furar, sorria e diga:

– Que ótimo, vou poder encontrar com meu amigo que chegou da Itália!

Ele vai pensar duas vezes antes de sair com os amigos, perguntar quem é esse tal amigo que está chegando, vai te ligar – você não vai atender, o papo estava ótimo! – e NUNCA MAIS vai desmarcar um compromisso com você. Confia!!!

Qual o dia do velório?

Por quantos dias uma pessoa pode sumir sem dar notícia e reaparecer como se nada tivesse acontecido? Ok, mais especificamente: um – considerado – namorado some. Você, obviamente, não liga. Pode até se remoer, mas mantém o orgulho firme. Qual é o prazo? 1 dia, 2, 3…O tempo pode passar indefinidamente e nada acontecer. Você pode fingir que nada aconteceu. Ou deixar o orgulho de lado, vestir o : “não tenho mais nada a perder mesmo” e ligar. Qual seria a desculpa?

– Morreu?
– Perdeu o meu número?
– Que dia será o enterro?
– Terminou e esqueceu de avisar?

O melhor é quando você liga, o defunto atende mais vivo do que nunca e ainda tem a coragem de dizer que está no buteco. Qual seria a resposta?

– Não morri, estou falando com vc…sou apenas um canalha mesmo.
– Perdi o seu número e nunca mais quero achar.
– Não terminei, precisamos conversar.

Ou seja, terminou mas quer ter a chance de uma transa antes do fim já declarado.Não seria mais fácil e honesto dizer, antes de sumir:
– Não quero namorar, tenho mais o que fazer, me esquece!

Ou, menos cruel:
– Estou no meu ano sabático e vou me dedicar ao jejum sexual…

Tudo, menos ignorar.Não tem nada que justifique.E aí, as desculpas vão ficando mais e mais ridículas…
– Meu cachorro não come há três dias, a pressão da minha mãe subiu, nem almocei hoje, meu filho está com problemas, o trabalho está acabando comigo,não tenho tempo para nada.. – Menos, é claro, para estar no buteco com os amigos!

Homem é um ser totalmente peculiar. Se aparece mais de um problema, ele surta. Não existe o universo paralelo em seus cérebros limitados. É impressionante. Nós parimos, arrumamos a casa, criamos o filho, cuidamos DELE – que nunca vai deixar de ser filho – e ainda fazemos unha, malhamos e estamos lindas e dispostas quando ele quer sair.

Da próxima vez que um homem sumir da sua vida, nem dê a chance da desculpa, ninguém merece. Delete o número dele do seu celular – para não cair em tentação – bloqueie os e-mails, jogue fora as lembranças. E se for convidada para o velório…bem, aí é melhor mesmo fingir que nunca o conheceu!