“Não deixe de acreditar no amor, mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá, manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam, e certifique-se de que quando estão juntos aquele abraço vale mais que qualquer palavra.”

Essas sábias palavras foram escritas pelo meu ídolo maior, Luiz Fernando Veríssimo. Parece meio óbvio a primeira vista, afinal não devemos estar com alguém que não tenha o mínimo de afinidade com a gente. Mas comecei a perceber, de algum tempo para cá, que o ser humano tem a fina teimosia de insistir no erro. Homens e mulheres, escaldados ou não, a burrice é geral.

Digo burrice porque é público e notório que ninguém muda por causa de alguém. A gente muda se quer, quando quer e por motivos outros. Se a pessoa pela qual você se apaixonou sempre disse que não gostaria de se casar, pare de juntar os seus sobrenomes e sonhar com aquele vestido branco com renda guipir. Ele não vai se casar com você! Ou se ele aceitou se casar, mas deixou claro que não quer ter filhos, jogue fora a lista de nomes para os seus herdeiros…Não vai acontecer!!!

Respeitar a opinião do outro  – e a sua – diante da vida é uma forma bem inteligente de ser feliz. Ou pelo menos tentar. Dia desses comecei a conversar com uma pessoa no meu perfil do Facebbok que questionava se deveria ou não voltar com a ex. Começamos então a pontuar os pontos fortes e os pontos fracos da dita cuja em questão. Mas em momento algum ele mencionou se a vontade era de ambas as partes. Depois de saber sobre a vida em comum detalhada dos dois, fiz a pergunta derradeira:

– Você sabe se ela quer voltar para você?

Ou seja, pensamos tanto em nós que simplesmente esquecemos que o outro tem vida própria. Quem me garante que a ex ficou lá eternamente esperando ele acordar um dia e resolver procurá-la? O tempo passa para todo mundo e ninguém está ficando mais novo, só os adeptos do botox. Eles estão ficando mais novos e mais sem expressão. O que ás vezes é bem providencial para os fãs dos joguinhos e com sangue de barata correndo nas veias.

No fim, o que vale é ser você mesmo diante do seu amado. Poder brincar, rir, chorar no ombro de quem escolheu para si. Viver momentos mágicos, apoiar nos difíceis, entender aquele olhar cúmplice e perceber que brigar é a maior perda de tempo. Até onde eu sei, ninguém é obrigado a estar com ninguém, portanto escolha para a sua vida alguém que lhe  complete e ame até os seus defeitos. Tenha pelo menos algumas idéias parecidas, não deseje morar na China e nem esperneie quando você se derreter quando assistir a um clipe do Sidney Magal…Se torcer para o mesmo time, é gol na certa. Certifique-se!

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