“Homens não precisam ser um Fred Astaire, mas é importante nos tirar para dançar. Não pela dança, em si, mas pelo ato de nos carregar pela mão pelo salão. Nos exibir por aí como sua maior conquista. Homens que nos amam são ótimos. Mas, melhores ainda são os que têm orgulho de nos amar.”

Esse texto simples traz em si várias verdades. Sim, toda mulher adora dançar, mas não é necessário que o seu homem – namorado – marido seja um Fred Astaire. Mesmo!Precisamos ser guiadas. O ritual da dança, tão comum antigamente, era uma prévia do que poderíamos esperar do nosso parceiro. A forma de abordar, o toque nas mãos, a firmeza ao conduzir a dama pela pista eram sinais de caráter e boa conduta do homem em questão.

Se as mãos ficavam firmes nas costas, ele com certeza não teria coragem depois de avançar o sinal. Mas se elas pendiam bobas em direção aos quadris poderiam guardar segundas intenções. Os olhos nos olhos durante a dança mostravam que ele estava interessado apenas na parceira, mas se o seu pescoço girava em torno do salão, com certeza estava apenas se divertindo com mais uma. E isso poderia durar a vida toda…

E durante a dança, tudo era medido: A respiração, os batimentos cardíacos, o leve roçar na pele um do outro. Como se mais nada importasse, nem o ritmo da música. Tentávamos controlar os lábios, as mãos, o suor que escorria devagar por entre o corpo e o tecido do vestido. Tudo parecia suspenso e na sua mais perfeita ordem nesse vão momento.

E nos sentíamos escolhidas. E essa sensação é sempre ótima! Vocês podiam até pisar nos nossos pés se imediatamente depois sorrissem e pedissem desculpas de um jeito tímido. Podiam deslizar as mãos pelas nossas costas – principalmente se elas estiverem desnudas – e nos fazer arrepiar. E nos encolhíamos dizendo : Hummm… Para logo depois nos aconchegarmos ainda mais nos seus braços e continuar a dança por um tempo infinito. Sem nos importarmos nem mais com a música. Só com o fato de estarmos dançando… Experimente!

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6 comentários sobre “Vem dançar comigo?

  1. Nossa, tem tanto tempo que não danço acompanhada, que até me esqueci como era bom, eu sei sempre achei que dançar é abraçar o vazio, você esquece de tudo, levita.
    Que gostoso essa crônica, nos aproxima daquilo que perdemos ou esquecemos, acho que é para isso que serve a literatura, nos tirar da rotina, da mesmice.

  2. Tantas lembranças… dançar para mim é algo sagrado,, uma coisa que ultrapassa os sentidos e me faz levitar, como você bem disse .

  3. Ótimo artigo!
    E realmente, se o que foi ‘traduzido’ a nós homens sobre o que as mulheres sentem em dançar conosco, a recíproca também é verdadeira sobre o significado de todos os movimentos que nós homens realizamos na dança.

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