Tem uma frase que me incomoda e comove ao mesmo tempo: “ Os mortos recebem mais flores que os vivos porque o remorso é maior do que a gratidão.” E se a gente parar para pensar, é exatamente isso que acontece. Temos uma dificuldade doida em falar que amamos, precisamos, sentimos falta. Guardamos palavras de incentivo, enquanto adoramos desfiar medos e remorsos. Quem de nós recebe um elogio com o coração aberto? Quem elogia sem sentir inveja?

 Teimo em me dedicar a coisas e pessoas, mas às vezes acho que não vale a pena. Lógico que devemos fazer o bem sem olhar a quem, mas ouvir de um filho que você não faz nada é duro. Será que um dia ele vai reconhcer? Será que vai encher meu caixão de flores? Sinceramente, não quero. Não quero nada para depois. Quero já. Quero me enfeitar e ouvir elogios. Quero escrever bem e lançar um livro. Ficar horas esperando o filho sair da escola, da prova e receber um: Valeu pela força, mãe! Será tão difícl assim? 

 Porque gostamos mais da miséria que da beleza? Sempre que pessoas mudam seu status no Facebook para #feliz, sinto até um arrepio na espinha. Quantas outras pessoas vão odiá-la por se atrever a tanto? Já, quando estamos #muitotriste, o mundo todo se comove e amigos surgem até do passado. Apenas para saber o motivo da tristeza, como um prato saboroso pronto para ser degustado.

 E serão esses mesmos amigos que levarão flores para o seu túmulo, mas com certeza são incapazes de comparecer em um momento seu de vitória. Sabe por quê? As pessoas acham que na felicidade estamos completos, que não precisamos de mais nada nem ninguém. Muito pelo contrário, é ela, a tal felicidade que precisa ser compartilhada! É ela, a palavra de apoio e o EU TE AMO depois do sexo que deveriam ser obrigatórios, mas continuam entalados em gargantas oprimidas.

  Não vou mudar essa realidade, mas espero não deixar de ser otimista. Quero continuar boba, romântica e absolutamente apaixonada pelas coisas simples, apesar da batalha ser dura. A cada ação que fazemos sem o retorno esperado, parece que morre um pedacinho do coração.Um abraço negado, uma declaração no vazio, o elogio que nunca chega…. Ações também contam, lógico, mas a palavra é como flecha. Me ama? Então grita!

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