Depois de vários relacionamentos na minha vida, a pergunta que mais ouço hoje em dia é essa. Como se fosse uma regra. Podemos ter sexo, mas nunca paixão. Podemos conversar, mas não aprofundar o papo. Sentir uma vontade louca de estar junto, mas não podemos demonstrar.

E aí eu começo a pensar que tá tudo ficando muito chato. Podemos comer, mas tudo tem que ser sem glúten. Fazer piada, mas sem preconceito. Manifestar opiniões, mas sem defender uma opinião com unhas e dentes. Tá tudo morno. Sem sentido. Sem vida.

Afinal, tem coisa mais gostosa do que se entregar? Se jogar, mesmo que seja em uma briga? Tudo que nos ferve o sangue vale a pena, seja um beijo com champagne ou um ideal. E defender essas verdades é que faz a vida acontecer. É o que faz a adrenalina girar, o olho brilhar, o dia amanhecer.

Será que temos tanto medo assim de nos machucarmos ou é pura covardia mesmo? Não consigo me ver em cima do muro, no meio do caminho, despistando sentimentos. Sou impulsiva, louca, mas de verdade. Sou eu. Não sei ser diferente e, sinceramente, nem sei se quero.

Tem muita gente que se envolve por interesse e estuda milimetricamente o alvo. Quantos amigos já não me disseram  que a namorada gostaria de casar, mas se ele mudasse de profissão ou fosse mais ambicioso? Gente, mudar é de cada um. Ou você aceita, ou sai fora. E grana, cada um ganha a sua.

Ser de direita ou de esquerda – ou do meio, sei lá – para agradar também não cola. Como dizia alguém, o que seria do amarelo se todos gostassem de azul? Credo, tudo tem que ser de um jeito só para que possamos ser aceitos ou bem vistos. E as modinhas vão deixando todo mundo do mesmo jeito besta de ser.

E aí, conversando com um grande amigo, percebo que o mundo é que está errado. O mundo está mesmo muito chato. As pessoas pensam no seu próprio umbigo e esquecem que ser sincero é sim, o maior tesão. Evita decepções, ilusões, colore o dia. Se apaixonar – por pessoas, ideologias, situações – é visceral. E viver de acordo com o que se ama é fundamental para ter uma vida digna.

Concluindo:Vou continuar assim. Me jogando em paixões, sem pensar no depois. Beijar por prazer, brigar pelo que eu acredito e quebrar a cara quantas vezes forem necessárias. Levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima. E ainda me acabo de novo!

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Um comentário sobre “Jura que não vai se apaixonar?

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