Ainda não inventaram uma palavra que me assuste e me agrade tanto e ao mesmo tempo do que o tal “Amor” dito em voz rouca, de homem macho, no meio do nada ou entre lençóis desarrumados. No telefone – hoje whatsapp – em um descuido, uma frase solta, esse tal “Amor, que dia vou te ver?” mexe com todas as minhas frágeis emoções e tem a descabida força de fazer surgir sentimentos até então absolutamente escondidos por precaução ou puro medo.

Por mais que as coisas hoje estejam superficiais e claras – até demais – essa pequena palavra ainda tem o poder do romance e daquilo que já quase esquecemos: O tal relacionamento. E me vejo boba de novo quando ouço de um ilustre desconhecido que apenas me beijou demoradamente esse nome composto da mais pura singeleza.

 E ele ainda faz mais. Consegue transformar o Amor em Amora, que pode ser apenas uma frutinha vermelha e meio azeda – sensual e real – como o feminino de Amor, denominando um par, outro eu, em total sintonia com o tipo masculino, singular e da espécie humana que ele é.

 E volto a ser menina, com as mais puras fantasias – e outras impuras loucuras- na vontade sensual e amorosa de ter meu corpo se entendendo com outro corpo, enquanto a minha alma me avisa, quase gritando: Isso é só sexo, louca!!! As almas não se entendem, lembra???

 Não, elas não se entendem. Os corpos sim, molhados, suados, perfeitos em total sintonia. Não precisam de nomes, endereços, depois. Querem apenas a ilusão do Amora no ouvido e um gozo tão forte que mais parece um mar de estrelas. Estrelas tatuadas em meu quadril que ainda espera um amor que esfrie a espinha e aqueça o ventre. Em almas que se entendam. Ou não.

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